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Normatização de Processos Gráficos: ISO 12647-2 e G7

Normatização de Processos Gráficos: ISO 12647-2 e G7

Normatização de Processos Gráficos: ISO 12647-2 e G7

Do ponto de vista do gerenciamento de cores, adotar os padrões e procedimentos de uma norma internacional traz benefícios para vários elementos da cadeia produtiva, mas particularmente para a gráfica responsável pela impressão e para o cliente final.

Benefícios para a gráfica:

  • Maior eficiência.
  • Compatibilidade com as especificações técnicas do cliente.
  • Redução dos tempos de inicialização e dos custos com material.
  • Reprodutibilidade e consistência.
  • Maior compreensão de como as diferentes matérias-primas (papel, tinta etc.) afetam o resultado final.

Benefícios para o cliente final:

  • Confiança e segurança no trabalho da gráfica.
  • Previsibilidade do resultado final.
  • Consistência entre serviços, reimpressões e fornecedores diversos.
  • Comunicação aprimorada e mais uniforme entre o designer e o impressor.

Desde 1986 há um esforço internacional para padronizar os processos gráficos, com destaque para a família de normas ISO 12647, que regulamentam diversas tecnologias gráficas, tais como impressão offset, jornal, gravura, flexografia e provas digitais.

Equipamento de impressão Offset

No caso da impressão offset, o mercado gráfico brasileiro costuma seguir a norma ISO 12647-2, que define um padrão para a aparência das cores desse processo de impressão industrial. A ISO 12647-2 é promovida pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG há alguns anos. Nos últimos tempos, porém, a variação norte-americana dessa norma, chamada GRACoL, tem se tornado mais popular, e sua adoção no Brasil (e no mundo) tem crescido substancialmente.

A principal diferença entre a norma ISO e a GRACoL está na metodologia empregada para calcular as curvas de linearização do CtP. A norma ISO define a linearização por meio de medidas de densidade, que é o modo tradicional de controlar a proporção de tinta no papel. Já a GRACoL emprega um método totalmente diferente, chamado G7, que tem o objetivo equalizar a aparência da impressão, controlando a tonalidade e o balanço de gris. O método G7 está descrito em um artigo técnico que pode ser acessado aqui. Nos demais aspectos, porém, as duas normas são bem semelhantes. Ambas usam o mesmo padrão de tintas e há somente uma pequena diferença na definição da cor do papel, que não é muito relevante.

Na prática, a definição das curvas de linearização pelo método G7 contribui muito para a qualidade e estabilidade da impressão, tornando o gerenciamento de cores muito mais simples e eficaz. Já no caso da  norma ISO, as curvas de linearização têm uma participação limitada na estabilidade e qualidade da impressão final. Esse é o principal motivo pelo qual a adoção do método G7 e da norma GRACoL tem crescido muito no Brasil e no mundo.